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Reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) de Itaim Bibi
14 de Agosto, 2007
Membros Natos
Capitão Eduardo da Silva Almeida, Comandante da 3ª Cia do 23º BPM; Dr. Reinaldo Castello, Delegado Titular do 15º Distrito
Policial - Itaim Bibi.
Autoridades Presentes
Roseli Nascimento, do Departamento de Ação Social (DAS) da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET); Nilton Elias Nachle, subprefeito de Pinheiros; Sandra Piccardi, chefe de gabinete da Subprefeitura de Pinheiros; Classe Distinta Rezende, representando a Inspetoria de Pinheiros da Guarda Civil Metropolitana; Sr. Marcos Vinicius, representando a subprefeitura da Vila Mariana; Floriano Pesaro, secretário da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social.
Assuntos tratados
Questionados quanto à leitura da ata, os presentes declinaram sua leitura e foi
considerada aprovada.
O Presidente Sr. Oscar deu a palavra a cada autoridade da mesa se apresentar.
O Sr. Bernardo comentou a existência da Delegacia Eletrônica, informando o tipo
de Boletim de Ocorrência que é possível fazer, e citou o endereço do site
correspondente. Solicitou, também, não dar esmola nos faróis, e que o Conseg
Itaim Bibi vai lançar um projeto assim pedindo até para que a Prefeitura ajude
se.
O Dr. Rubens Tilkian, diretor jurídico deste CONSEG, leu dois ofícios enviados
pela CET em resposta a reivindicações realizadas em reuniões anteriores neste
CONSEG.
A seguir o Presidente Oscar apresentou o Secretario, Sr. Floriano Pesaro que
ministrou uma palestra explicando a atuação da Secretaria Municipal de
Assistência e Desenvolvimento Social.
Segundo Floriano Pesaro, diariamente um pequeno exército de crianças e
adolescentes invade as ruas de São Paulo, oferecendo balas e produtos similares
ou exibindo sua habilidade nos mala bares. A atividade gera R$ 25 milhões ao
ano.
Estatísticas da Secretaria, resultado do monitoramento efetuado em 180
cruzamentos da cidade, demonstram que de cada dez carros, quatro dão esmola ou
compram algum produto. Mulheres acima de 55 anos, com criança no carro, são as
quem mais contribuem. "Especialmente na hora de levar ou buscar as crianças na
escola", esclarece o secretário.
Enganam-se quem pensa que ao dar esmola está contribuindo com as famílias dessas
crianças: a maior parte fica nas mãos de aliciadores profissionais. "Por trás de
toda criança trabalhando, há um adulto comandando", afirma Floriano, para quem
"dar esmola ou comprar produtos na rua é perpetuar a miséria". Para provar sua
afirmação, o secretário cita um grupo de pedintes que atua no cruzamento da Av.
Henrique Schaumann com a Av. Faria Lima (no distrito de Pinheiros): "Já é a
terceira geração que vive da mendicância nesse local. A mãe, hoje avó, levava a
filha, que hoje se tornou mãe e que, por sua vez, leva sua filha às ruas".
A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) é
responsável pelo comando da política de assistência social na cidade de São
Paulo. "Não temos a pretensão de resolver a problema da pobreza", explica
Floriano, "que tem a ver com desenvolvimento econômico e é resultado de um país
que não consegue crescer, que não tem educação, com problemas graves de saúde,
estrutura, etc.. ".
A tarefa é gigantesca. "São Paulo é a cidade que concentra a maior quantidade de
pessoas pobres do continente. São mais de três milhões de pessoas que vivem com
até meio salário mínimo per capita, que vivem mal, que não têm área de lazer,
que não têm espaço de convivência, que vivem em condições de pobreza
concentrada". Para tornar a situação mais explosiva, a população aqui em São
Paulo não é homogênea: "em outras regiões do Brasil a pobreza é mais
distribuída: a maioria é pobre. Aqui, a pobreza convive lado a lado com a
riqueza e essa pobreza concentrada causa enorme prejuízo a todos nós, gerando
conflitos entre familiares, gerando famílias desestruturadas, casos de incesto,
mães com filhos de vários maridos, etc.".
A Secretaria atualmente oferece à população dois programas sociais: o "São Paulo
Protege", direcionado tanto para crianças e adolescentes em trabalho infantil ou
que vivem nas ruas, adolescentes que cumprem medida judicial em meio aberto e a
população adulta em situação de rua, e o "Ação Família", cuja finalidade é
acolher e assistir famílias da periferia com programas de transferência de
renda.
Floriano comemora os números: "Em 2005 havia aproximadamente três mil crianças
trabalhando nos cruzamentos da cidade. Hoje há aproximadamente mil e seiscentas.
Elas vêm de Kombi do Grajaú, do Taboão da Serra, da zona sul em geral. Nós
queremos contatar as famílias para tirar essas crianças das ruas e devolve-las
ao lar". Floriano está trabalhando agora junto a Policia para prender os
aliciadores.
Os moradores de rua também são alvo dos programa sociais da Prefeitura. "Nos
dois últimos anos nós tiramos mil e setecentas pessoas da rua, a maioria com
problemas ligados à saúde mental e à dependência química". Entretanto, a cidade
ganha mil novos moradores de rua por ano, dos quais quase setenta por cento não
são de São Paulo: "A maioria chega de Minas Gerais, do Paraná e do Mato Grosso
do Sul", afirma o secretário baseado em estatísticas coletadas pela Secretaria.
A seguir, Sandra Piccardi fez um resumo do andamento das solicitações enviadas
pelo CONSEG, e disse que 23 destas foram respondidas e atendidas, e entregou as
resposta para o CONSEG.
Homenagens
Foi homenageada, na ocasião, a escrivã Sonia Aparecida Pedro, do 15º Distrito
Policial, pelos relevantes serviços prestados à comunidade.
O Policial Militar Moacir Marque de Souza Homenageado do mês recebera na
próxima reunião teve de se retirar que fio chamado que a esposa esta grávida.
Ao final da reunião foram sorteados vários jantares aos participantes.
A próxima reunião será realizada no dia 11 de setembro, no Edifício Spazio JK
(Av.Juscelino Kubitschek, 1726)
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