Itaim Bibi

Reunião do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) de Itaim Bibi
11 de julho, 2006


Membros Natos

Capitão Eduardo da Silva Almeida, Comandante da 3ª Cia do 23º BPM; Dr. Mauro Guimarães Soares, Delegado Titular do 15º DP - Itaim Bibi.

Autoridades Presentes

Nilton Elias Nachle, subprefeito de Pinheiros; Sr. Josué Fávaro, representante da Subprefeituras de Vila Mariana; Inspetora Ivone, da Inspetoria de Pinheiros da Guarda Civil Metropolitana, OAB, 

A CET, apesar de convidada, não enviou nenhum representante.

Assuntos tratados.

Após a composição da mesa e a apresentação dos seus integrantes, foi oferecida aos presentes a possibilidade de aprovar a ata da reunião anterior sem sua leitura. Como ninguém manifesto qualquer restrição, a ata da reunião anterior foi considerada aprovada.

O Sr. Bernardo disse que há algumas resposta de ofícios enviados pelo CONSEG Itaim, que foram lidas, mas há ainda muitos ofícios sem responder. Disse que ele já se reuniu com a Dra. Sandra, nova chefe gabinete da subprefeitura de Pinheiros, e "vamos ter muitas respostas". O Sr. Bernardo disse que "na próxima reunião tudo estará formalizado".

O Sr. Bernardo enfatizou mais uma vez a necessidade de registrar Boletim de Ocorrência para que as estatísticas reflitam as ocorrências da região. Lembrou também o tipo de situação que pode ser registrado através da internet (www.ssp.sp.gov.br).

O Sr. Bernardo comentou a notícia divulgada na imprensa da casa na João Cachoeira onde acumulava-se lixo há muito tempo.

O prof Helcias Bernardo de Pádua após apresentar o Grupo Memórias do Itaim Bibi, do qual é coordenador, convidou os presentes a participar da próxima reunião do grupo, que será realizada na Biblioteca Anne Frank (Rua Cojuba, 45) no dia 18 de Julho de 2006 (3ª feira) às 14 h.

Também reclamou que na Rua Luis Dias, 44 há uma casa em situação similar à noticiada na imprensa, que não limpam há vários anos e nenhuma autoridade tomou providências apesar das reclamações apresentadas. A há uma outra ainda em uma travessa da Av. Juscelino Kubitscheck, logo após a Av. Santo Amaro.

Marcia Marchesin, diretora da escola estadual Martim Francisco, na Vila Nova Conceição, agradeceu o convite para participar da reunião e falou da importância do trabalho do CONSEG.

O Sr. Wallace, morador do condomínio Palácio Escorial, disse que causa estranheza que em abril foi inaugurada a casa E-Musik na Atilio Inoccenti, que a diferença dos outros estabelecimentos vizinhos, que se adequam à questão de ruídos e horários, forman-se filas dos clientes até às 4 da manhã, cantando e bebendo na frente da porta. O barulho, também, incomoda os moradores do seu prédio. Questionou se o estabelecimento possui alvará e licença de funcionamento. O Sr. Bernardo disse estar ciente do problema, já que recebeu abaixo-assinado, e que "estão sendo tomadas providencias".

Questionado quanto à situação do Parque do Povo, Nilton Elias Nachle explicou que várias instituições que ocupavam o local ingressaram na Justiça atrás de liminares. "A medida que a Justiça nega as liminares imediatamente a Prefeitura faz e demolição e tomada de pose", disse, esclarecendo que várias áreas já foram retomada. Em alguns casos (Circo, Clube do Mê, Teatro Ventoforte) "estamos negociando", comentou, e afirmou que "já é possível atravessar o parque em vários sentidos, que está totalmente aberto. É um problema unicamente jurídico". finalizou..

Maria José Faria, que mora na Renato Paes de barros, disse que a João  Cachoeira após a reforma "ficou uma beleza" e questionou a presença de camelôs nessa rua, já que não há fiscalização nenhuma. "O problema está subindo também à Joaquim Floriano", e comparou a situação à vivenciada na rua 25 de março, onde os camelôs começaram a ocupar ilegalmente a região aos poucos.

O subprefeito de Pinheiros explicou que "a Subprefeitura tem limitações, temos de admitir isso. A área é enorme e o número de funcionários é insuficiente e na grande maioria com falta de vontade de fazer o trabalho". Entretanto, comprometeu-se a "fazer uma ação" na rua João Cachoeira.

A sra. Neusa agradeceu à Prefeitura que a luz da rua Mons. Eriovaldo Oliveira foi arrumada. Questionou quanto às manobras dos manobristas dos valets da região, que atendem os estabelecimentos do quarteirão "perto do Montecristo". O subprefeito explicou "que no logradouro a Prefeitura não pode atuar" e disse que a solução é programar uma ação por parte da CET.

O Sr. Bernardo agradeceu a presença da Dra. Teresa, da OAB Pinheiros, e de representantes do CONSEG da Vila Leopoldina.

O Sr. João, convidado pelo Sr. Bernardo, explicou a parceria assinada com a OSCIP ACCB, que vai administrar a parte financeira do projeto de Vigilância Eletrônica a ser implantado no bairro. Disse que a empresa Itautec comprometeu-se a doar os equipamentos se a OSCIP arrumasse um local. Haverá uma contribuição mensal e fixa dos que queiram usufruir o sistema. Disse também que os  moradores vão ser cadastrados com uma senha para poder identificar-se junto à Polícia Militar quando registrem uma ocorrência.

O Sr. Mauro, representando uma divisão da Itautec especializada em segurança, afirmou que o monitoramento é uma solução viável, ao contrário da utilização de helicópteros, cujo custo é inviável. Falou da força da mídia, que poderá ter acesso às imagens das ocorrências, para forçar a reação da polícia. Falou também a importância da integração dos vigilantes e porteiros da região. O orçamento para residentes e lojistas já está pronto para ser apresentado. "A idéia não é prender, é espantar a criminalidade", concluiu.

O Cap. Eduardo disse que o maior problema de policiamento na região é que o bandido não usa arma de verdade, usa simulacro de arma -conhecida popularmente como arma de brinquedo- e "o cidadão de bem não vai se meter a besta descobrir se é de brinquedo ou de verdade". Confidenciou que os "policias quase que diariamente prendem marginais portando revolver de plástico, e se esse marginal não é procurado pela justiça e não há vítima a arma é entregue na Delegacia e o marginal vai embora". Disse que além do projeto de monitoramento "vale a pena também pensar no desenvolvimento social", e propôs "criar uma Lei que proíba a comercialização e porte de armas de brinquedo similares às armas verdadeiras".

O Cap. Eduardo também comentou outra dificuldade que a Polícia encontra: "trazer as vítimas à Delegacia para registrar a ocorrência", já que "as pessoas tem medo, e tem razão. Não adianta só filmar se não há vítima", concluiu.

O Sr. Bernardo mais uma vez insistiu aos presentes "não dar nada no farol; vocês estão ajudando a bandidagem. Esses meninos ganham mais de R$ 100,00 por dia", afirmou. Segundo o Sr. Bernardo, dessa quantia eles "pagam uma taxa para o tráfico e o resto é para vagabundagem".

O Sr. Bernardo convidou os presentes a participar da reunião a ser realizada no dia 18 de julho às 19h no Colégio Domus Sapientiae (Rua Dr. Eduardo de Souza Aranha, 457), onde será apresentado o Projeto de Vigilância Eletrônica que inicialmente será implantado na rua Bandeira Paulista.

O 3° Sargento PM Carlos Alberto Silva Freitas foi homenageado como Policial do mês, recebendo o diploma de reconhecimento ao mérito, além de vales-brinde do restaurante Ave Maria (almoço para duas pessoas) e da Pizzaria Monte Verde (pizza para duas pessoas). O Cap. Eduardo explicou que o homenageado destacou-se positivamente perante a tropa, e é o responsável direto pela fiscalização das motos na região, que tem resultado em aproximadamente 50 apreensões por mês. Qualificou o homenageado como "profissional confiável e merecedor de respeito, disciplinado e cortês, e um exemplo digno a ser seguido por seus pares".

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